quinta-feira, 5 de julho de 2012
Ficha de Leitura
Livro "A Promessa da Política" de Hanna Arendt; Ed DIFEl; 2008
Capítulo: "SÓCRATES"
Persuasão: arte política do discurso
Dialética: arte do discurso filosófico
"A principal distinção entre persuasão e dialética é que a primeira é sempre dirigida a multidão , ao passo que a dialética só é possível como diálogo entre duas pessoas".
"Persuadir significava impor a própria opinião às múltiplas opiniões da multidão; persuadir não é, pois,o contrário de governar pela violência, mas outra forma de fazê-lo."
"A palavra doxa significa não apenas opinião, mas também esplendor e forma".
"Ter trazido um tema ao debate, ter falado sobre alguma coisa, a doxa de algum cidadão pareciam resultado suficiente".
"...ver o mundo do ponto de vista do outro - é uma percepção política por excelência. Se quiséssemos definir, tradicionalmente, a virtude mais extraordinária do estadista, poderíamos dizer que ela consiste em compreender a maior quantidade e variedade possível de realidades - ...tal como elas se revelam às várias opiniões dos cidadãos; e, ao mmesmo tempo, em ser capaz de comunicar-se com os cidadãos e suas opiniões de modo a tornar visível o caráter comum deste mundo. O pré-requisito para que essa compreensão ocorresse sem a ajuda do estadista seria que cada cidadão fosse suficientemente articulado para mostrar a veracidade de sua opinioão e, consequentemente, compreender a de cada um de seus concidadãos. Sócrates parece ter acreditado que a função política do filósofo era ajudar a criar este tipo de mundo comum, construído sobre o entendimento da amizade, em que nenhuma governança é necessária."
"...Apolo délfico...conhece a ti mesmo...É melhor estar em desacordo com o mundo inteiro do que, sendo um, estar em desacordo consigo mesmo."
"...cada um de nós, sendo um, pode ao mesmo tempo falar consigo mesmo como se fosse dois. Sendo dois-em-um, pelo menos quando tento pensar, posso experimentar um amigo como um outro eu-mesmo."
"Enquanto um, eu não entrarei em contradição comigo mesmo, mas posso me contradizer porque em pensamentosou dois-em-um; consequentemente, eu não vivo somente com os outros, mas também comigo mesmo. O medo da contradição é um componente do dividir-se, do já não ser um só, razão pela qual o axioma da contradição pode tornar-sea regra fundamental do pensamento."
"Eu tenho de me suportar, e em nenhum lugar este eu-comigo-mesmo se reve-la mais claramente do que no pensamento puro, que é sempre um diálogo entre esses dois-em-um."
"...é a companhia dos outros que, trazendo-me para fora do diálogodo pensamento, faz-me um novamente - um ser humano único e singular que fala com uma só voz e é reconhecidocomo tal para todos os outros."
"... toda doxa depende da posição da pessoa no mundo e a ela corrempode."
"...é o homem ao redor de quem coisas extraordinárias acontecem o tempo todo, ve-se em duplo conflito para com a polis."
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário